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SUSTENTABILIDADE É RESULTADO DA BOA GESTÃO

 Marilena Lino de Almeida Lavorato

17/10/2016

globoEscrever sobre sustentabilidade não é fácil, nem simples. Um tema amplo, cheio de interconexões, especificidades e desafios. Por isto resolvi, num momento digamos assim “criativo didático”, organizar a sustentabilidade em uma linha de pensamento simplificado.

E já que temos que começar por alguma diretriz escolhi o mais conhecido do mundo corporativo que é “o triple botton line”. Conceito criado pelo sociólogo e consultor britânico John Elkington enxerga a sustentabilidade resultante do equilibro dos indicadores sociais, ambientais e econômicos da organização.

Mas eis que surge o primeiro desafio: Se os indicadores são interdependentes e se influenciam mutuamente, não poderão ser administrados separadamente. Temos que operacionalizá-los simultaneamente.

Desafio que demanda esforço intelectual para definir prioridades e estratégias. Muitas competências distintas neste esforço das práticas sustentáveis que resultarão nos robustos indicadores sociais, ambientais e econômicos. E, que por sua vez resultarão na sustentabilidade entendida pelo autor John Elkington quando criou este conceito.

E uma nova questão aparece: Estamos falando de gestão ou de sustentabilidade? E a resposta: De ambos.

A “Sustentabilidade” pode ter muitas interpretações, mas na prática, ela representa a “Perenidade ” da empresa em cenários futuros

Podemos atuar em temas técnicos que exigem especializações especificas (resíduos, emissões, energia, recursos hídricos, etc.), ou em temas de governança que exigem visão sistêmica, e também habilidades específicas de administração e negócios.  A sustentabilidade só existirá se tivermos alcançado resultados práticos, aferidos e positivos. A sua ausência ou seu contrário (resultados práticos, aferidos e negativos) é praticamente um atestado de óbito, pois coloca em risco o futuro daquele negócio ou iniciativa.

A palavra “sustentabilidade” pode ter muitas definições, mas na prática, ela representa a “perenidade” da empresa em cenários futuros pela consistência de seus indicadores. Todas as áreas e não apenas as ditas “ambientais” ou “sociais” trabalham para isto em uma organização. Mas temos que destacar as áreas técnicas que com suas práticas de excelência são responsáveis por indicadores altamente positivos.

Nos últimos anos houve uma grande evolução das áreas técnicas e de governança que adotaram o olhar sistêmico em suas gestões.  E foi então, a compreensão dos riscos e das oportunidades a longo prazo que fizeram da sustentabilidade, a melhor estratégia de competitividade que uma organização pode ter para garantir a sua perenidade no futuro.

Marilena Lino de Almeida Lavorato é ambientalista, Fundadora do Instituto MAIS de Cultura da Sustentabilidade, e idealizadora do Programa Benchmarking Brasil de certificação de boas práticas socioambientais