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UM PLANO PARA O MUNDO

MARILENA LINO DE ALMEIDA LAVORATO

04/04/2017

 

O tempo não para, e o movimento da vida é constante intercalando desafios com oportunidades. Se existem problemas, também existem soluções. Esta é a lei natural das coisas.

Que o mundo tem grandes problemas, não é novidade. Mas que tem um plano para combatê-los globalmente não é do conhecimento de todos. Estou falando dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU, uma agenda com objetivos para combater grandes (e velhos) males da humanidade. A fome, a desigualdade, o preconceito, o desrespeito a natureza e vida, a corrupção, entre tantos outros.

Os problemas são grandes, complexos, antigos, desafiadores, mas não insolúveis. Os ODS que sucederam os ODM (Objetivos do Milênio) vem com a proposta de uma mobilização global para combater problemas recorrentes da humanidade.  São 17 objetivos e 169 metas para serem atingidos até 2030. Empresas, países e pessoas, unidos e mobilizados para transformação de situações que não queremos mais, que já passou da hora de solucioná-los, e que embora ainda persistam neste inicio de milênio, certamente não mais existirão no seu final se estes objetivos forem alcançados.  Os 193 Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU) adotaram formalmente a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável composta pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O ODS 17, no meu entender, é peça chave para o sucesso desta agenda.  Ele é direcionado as parcerias e meios de implementação  “Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável” . Atua em importantes frentes que funcionam como molas propulsoras para acelerar avanços: Finanças, Tecnologias, Capacitação, Comércio, e questões sistêmicas (Coerência de políticas e institucional,  parcerias multissetoriais, e, monitoramento e prestação de contas)

Esta agenda não inventou os problemas que aí estão, e nem tem soluções prontas. Mas propõe algo transformador que é a união de todos numa rota de construção de um futuro comum desejável. A agenda é uma espécie de bússola a nos guiar. E as práticas, os passos que daremos na direção dos objetivos determinados.  Pois sem elas (as boas práticas), ficaremos com o mapa da mina em mãos sonhando com o tesouro que nunca conseguiremos alcançar.

Agenda Benchmarking alinhada com os ODS da Agenda ONU

O Programa Benchmarking reúne organizações e pessoas que seguem na direção sonhada pelo desenvolvimento sustentável.  Tem uma agenda de práticas organizadas em 10 categorias temáticas  totalmente alinhadas com a agenda ODS (veja planilha abaixo). Há 15 anos mobiliza empresas e pessoas que seguem a rota do desenvolvimento sustentável com regularidade, e a passos largos.  Benchmarking não reinventa a roda, mas esforça-se para aprimorá-la de forma contínua para um número cada vez maior de seguidores.  Já são quase 200 organizações com mais de 350 cases certificados que fazem parte deste movimento de valorização das boas práticas. Um diferenciado grupo que caminha pela trilha da sustentabilidade seletiva.  A trilha dos não adeptos do legado vazio da retórica, e sim do legado concreto e legitimado das práticas transformadoras.

Temáticas Gerenciais dos Cases Benchmarking alinhados com os ODS

Benchmarking Brasil – Um programa de valorização das boas práticas

O Programa Benchmarking realizou sua 1ª edição em 2003 e pela seriedade e formato inovador tornou-se um dos mais respeitados Selos de Sustentabilidade do País. Hoje com 1 modalidade âncora e 5 modalidades paralelas é o mais legítimo dos movimentos de sustentabilidade pela pluralidade de vozes que congrega. Empresas, Universidades, Escolas Técnicas Profissionalizantes, Órgãos e entidades representativas e governamentais, Artistas, Personalidades, e mídia especializada fazem parte da iniciativa que está em sua 15a edição.

A metodologia de seleção e certificação do Programa Benchmarking tem o reconhecimento da ABNT. Em 2013, Benchmarking Brasil foi o grande vencedor (1° colocado) na categoria Humanidades do Prêmio von Martius de Sustentabilidade da Câmara Brasil Alemanha. É considerado a fotografia da gestão socioambiental brasileira registrando seu nível de maturidade e evolução em sustentabilidade por deter o maior banco de práticas de sustentabilidade certificadas e com livre acesso na internet.

Marilena Lino de Almeida Lavorato é ambientalista, Fundadora do Instituto MAIS de Cultura da Sustentabilidade, e idealizadora do Programa Benchmarking Brasil de certificação de boas práticas socioambientais