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Autor: SocioambientalOnline

ECONOMIA CIRCULAR: CONSIDERAÇÕES SOBRE SUA LÓGICA, ORIGENS E SENTIDO FINANCEIRO

  Dagoberto Lorenzetti 04/05/2017 Em julho de 2016 a população humana na Terra está próxima a 7,440 bilhões. Até o final do ano mais outros 40 milhões de pessoas, correspondente à diferença que vai haver entre o numero de nascimentos e passamentos no segundo semestre deste ano, “sentar-se-ão à mesa para jantar”. Estima-se que em 2030 sejamos cerca de 8,5 bilhões. Cerca de 60% deste contingente estará nas cidades. Em 2009 havia algo no entorno de 1,8 bilhão de pessoas na classe média. Hoje este número aproxima-se de 2,5 bilhões. Em 2030, estima-se, o número de consumidores de classe média será de 4,9 bilhão, ou seja, cerca de 3 bilhões de consumidores se somarão aos 2,5 bilhões que, hoje, já geram enorme pressão sobre os recursos naturais, exaurindo recursos não renováveis, contaminando a biosfera e ultrapassando a capacidade de recuperação dos sistemas vivos. Nossa “pegada ecológica”, conceito desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees, ultrapassou há anos a capacidade de recuperação do planeta. O Global Footprint Network, organização fundada e dirigida por Wackernagel, através desta estatística (a pegada ecológica) compara a taxa de recuperação da natureza com a taxa de destruição que a humanidade lhe impõe. A pegada ecológica compara a taxa em que a natureza produz capital natural, fornecendo alimentos e outros insumos, bem como recuperando solos, águas e ar, com a taxa em que as atividades econômicas, no...

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SETOR DA CONSTRUÇÃO E A GERAÇÃO DE RESÍDUOS: A NECESSIDADE DE DISCUSSÃO DE UM NOVO PARADIGMA

  João Alexandre Paschoalin 04/05/2017 A importância econômica do setor da construção Os benefícios proporcionados pela construção civil são indiscutíveis. Segundo pesquisa feita pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT), mencionada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a cadeia produtiva da construção representava em 2009 cerca de 8,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e empregava mais de 10 milhões de pessoas. Em pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2010, foi observado um crescimento do PIB setorial desta indústria de 11,6%, além de terem sido gerados, neste mesmo período, um total de 329 mil vagas formais no mercado de trabalho. Segundo o Sinduscon/SP, embora o nível de empregos formais tenha se mantido estável até o mês de outubro de 2013, ainda assim acumulava um crescimento de 0,77% em doze meses. A indústria da construção civil consiste em um importante termômetro da economia de um país, sendo um dos primeiros setores produtivos a responder ao crescimento econômico e a oferta de crédito, entretanto, também consiste um dos primeiros setores a apresentar queda em tempos de baixo crescimento econômico ou recessão. No final do mês de maio de 2014, o IBGE divulgou que o PIB da construção havia caído cerca de 2,3% no primeiro trimestre deste ano em relação ao último trimestre de 2013. Em consequência, o Sinduscon/SP revisou a...

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ÉTICA E SUSTENTABILIDADE PARA OS JOVENS GESTORES

Maria Cecilia Coutinho de Arruda 04/05/2017 Já são muitos os anos vividos junto a jovens estudantes, preparando-os para iniciar suas vidas profissionais em empresas. Inicialmente, para eles as questões de ética significavam seriedade, justiça, responsabilidade dos executivos para com os clientes, acionistas e empregados da organização. Com o passar do tempo, viram que outros públicos se tornaram também importantes: fornecedores, agentes governamentais, consumidores, formadores de opinião, apenas para mencionar alguns. Hoje, todos os cidadãos do planeta, nascidos ou não, constituem alvo de suas preocupações. Mudança de foco? Não, ampliação do foco. Jovens executivos hoje se detêm sobre uma gama mais variada e profunda de temas relativos aos seres humanos. A definição puramente técnica de estratégias, táticas, operações, não mais satisfaz aos gestores entrantes nas organizações. Uma visão social e ambiental se soma à tradicional perspectiva econômica. Ética e sustentabilidade se dão as mãos e começam a nortear suas decisões. Um primeiro desafio dos jovens gestores é tornarem-se plenamente conscientes de suas responsabilidades para com toda a humanidade. Condições psicológicas e sociais podem tornar esse processo mais ou menos rápido, mas sempre eficaz. A adesão de um executivo sempre afeta sua empresa, em muitos níveis. Cada decisão se recobre de especial significado, pois aponta para o futuro, tanto quanto para o presente. Uma vez ciente de sua responsabilidade ética, o jovem gestor pouco a pouco começa a identificar, perceber e...

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CONSTRUINDO EXCELÊNCIA COM OS “PROFISSIONAIS DE SUSTENTABILIDADE”

Maria Cecilia Coutinho de Arruda 04/05/2017 Nos dias 26, 27 e 28 de julho de 2011, participei da 18th Annual International Conference Promoting Business Ethics, na St. Thomas University, em Nova York (USA), onde fiz uma apresentação sobre os profissionais da sustentabilidade, fruto de trabalho elaborado em co-autoria com Marilena Lavorato. Tive como objeto de pesquisa e consulta o Banco de Práticas do Programa Benchmarking que há nove edições seleciona as melhores práticas de sustentabilidade do Brasil, por meio do Ranking Benchmarking. Já passaram pelo crivo Benchmarking, 133 empresas brasileiras que contribuíram com 226 práticas catalogadas em 10 diferentes temáticas. O Banco Digital de Práticas do Programa Benchmarking Brasil é um respeitável acervo à disposição da sociedade. Além da pesquisa minuciosa dos cases ali apresentados, fiz uma rápida enquete com seus gestores, também conhecidos como gestores Benchmarking. Outras fontes contribuíram para o breve artigo que apresento a seguir. Ele resume uma pequena parte da apresentação, que culminará numa publicação acadêmica mais profunda, em que essas referências serão identificadas e comentadas adequadamente. A função dos profissionais de sustentabilidade teve origem nos anos 1890, quando o Chief Electricity Officer foi designado para gerir a questão elétrica, importante para impulsionar as máquinas que o boom industrial demandava. Estava ali pela primeira vez um olhar sobre a gestão de recursos naturais. Até os anos 1970, o desenvolvimento fabril ainda revelava certa indiferença por...

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A LOGÍSTICA REVERSA DE ELETROELETRÔNICOS NO BRASIL

HENRIQUE MENDES 04/05/2017   O Brasil gera anualmente, toneladas de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE). Todos estes equipamentos descartados em seu final de vida, podem representar tanto um risco, caso tratados de modo inadequado, quanto uma oportunidade, caso sejam coletados e reinseridos em uma cadeia produtiva. Buscando atender esta questão, foi publicado no Brasil a lei 12.305/2010, a qual passa a exigir, dentre outras questões, que sejam implementados sistemas de logística reversa para uma série de produtos, incluindo nesta lista os eletroeletrônicos. Segundo esta legislação, a Logística Reversa deve ser operacionalizada seguindo o conceito da responsabilidade compartilhada, onde os consumidores têm a obrigação de devolver os eletrônicos no local correto, o comércio deve receber estes equipamentos e encaminhar aos fabricantes e importadores, cabendo a estes últimos, promoverem a destinação final ambientalmente adequada. O objetivo principal da Logística Reversa é reduzir ao máximo o volume de resíduos que é encaminhado atualmente para os aterros. Para isso, um dos caminhos é promover a reciclagem dos equipamentos descartados, reinserindo-os como matéria-prima para a fabricação de novos produtos, diminuindo assim a extração dos recursos naturais, quebrando a lógica vigente de uma produção linear e preservando os recursos naturais existentes. O custo de implantação do sistema e a divisão de responsabilidades entre indústria, comércio, consumidores e governos (federal, estadual e municipal), é algo que ainda encontra-se em discussão, sendo necessário um maior consenso entre...

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